7 Cavaleiros contra os 7 Pecados

por Carlos Alberto Carvalho Pires

1- Introdução

Os iniciados na sagrada Arte Real são, por definição, legítimos construtores sociais que buscam incansavelmente o aprimoramento da  Humanidade.  Trilhando suas vidas exclusivamente pelo caminho da luz, atingem a evolução moral ao longo dos árduos anos de estudos que fazem parte do justo processo de aprendizagem.

Os chamados Pecados Capitais,  estabelecidos pela tradição Cristã, famosos e onipresentes em diversas formas de manifestações culturais do Ocidente, descrevem alguns comportamentos que devem estar permanentemente proscritos da Ordem do Dia de todos que trabalham em prol da virtude.

Quando estes elementos atuam de forma eficaz podem facilmente desviar a vítima do caminho do bem, levando-o a uma situação de caos. Esta condição pode ocorrer com os não iniciados, mas jamais com um Irmão. Conhecendo os verdadeiros mistérios da sabedoria ancestral, os Maçons se mostram imunes às incursões destas terríveis fraquezas capitais, por uma simples questão de exclusão: ou se é Maçom, portanto livre destes infortúnios, ou não se é. Não há meio termo, não há área de penumbra – só luz ou sombras.

A teoria que propomos nesta breve reflexão se refere justamente a uma das formas com que esta poderosa resistência, que isola e protege espiritualmente os Obreiros , se cristaliza no interior de nossos Templos. Tal barreira ao mundo das trevas é representada, em nossa tese,  pelo simbolismo agregado a determinadas funções em Loja, assumidas temporariamente por alguns bravos Irmãos, que seriam o  Venerável Mestre, o Mestre de Cerimonias, o Guarda do Templo, o  Orador, os Vigilantes, o Irmão Hospitaleiro e o mais jovem Aprendiz.

O objetivo deste trabalho é recapitular as características principais de cada Pecado Capital, como um pequeno exercício de reciclagem doutrinária, e em seguida demonstrar como as Poderosas Colunas vivas acima elencadas apresentam mais  este intrigante significado simbólico – de defensores absolutos contra estes sete indesejáveis descaminhos da alma humana.

2- Origem dos Pecados Capitais

Por volta do século IV os primeiros teólogos da Religião Cristã  perceberam que se tornava importante estabelecer alguns critérios para nortear a vida religiosa e secular dos fiéis. Os instintos primários deviam ser controlados, pois o exercício pleno das vontades individuais resultava em ações que nem sempre se alinhavam com a moralidade espiritual. Os estudiosos clericais da época se debruçaram com afinco sobre esta questão.

Inicialmente classificaram as atitudes desaconselháveis aos fiéis em duas categorias distintas: existem os pecados leves ou perdoáveis e os pecados mortais também conhecidos como imperdoáveis. Neste segundo grupo, que abrange os desvios mais sérios ou capitais, o perdão aos infiéis só seria possível através da confissão.

O monge Evágrio do Ponto (345 a 399 d.C.), grande filósofo e doutrinador grego, estabeleceu a primeira lista dos pecados capitais, também chamados por ele de “crimes humanos” :Gula, Luxúria, Avareza, Ira, Vaidade, Soberba, e Acedia. O pior de todos seria a Soberba, pois resume o homem a uma visão exclusiva de si mesmo. Para ele, quanto mais egocêntrista fosse a atitude, como neste caso, mais mortal e imperdoável seria o vício.

Esta relação prosperou até meados do século VI, quando o Papa Gregório realizou algumas alterações. Trocou Acedia por Melancolia, incorporou Orgulho à Vaidade, e acrescentou a terrível Inveja.

 

Passados mais alguns séculos, São Tomás de Aquino (1225 a 1274 d.C.), o frade dominicano considerado o principal teólogo da Escolástica, se voltou a esta questão. A lista asumia a forma que, ainda hoje, é considerada a mais aceita pela tradição católica:  Vaidade, Inveja, Ira, Preguiça – que substituiu a melancolia por volta do século XVII- , Avareza,  Gula e Luxúria. A ordem é decrescente, em termos de gravidade. Os quatro primeiros sendo considerados pecados da alma, e os três últimos do corpo.

 

O pecador geralmente exerce vários pecados ao mesmo tempo. É comum observarmos a Vaidade surgindo acompanhada da Inveja e Ira. A Avareza é parceira da Preguiça, a Gula “irmã siamesa”  da Luxúria, e assim por diante.

A razão para serem sete pecados – ao invés de 6, 8 ou qualquer outra quantidade – é a pergunta que surge com freqüência por todos que se deparam com esta intrigante listagem. Não devemos, neste trabalho, detalhar o sentido místico-esotérico deste numeral porque este aprendizado é desenvolvido ao longo do maravilhoso processo de conquista dos degraus sagrados da escada de Jacó.

 Mas, apenas para entender um pouco sobre o valor simbólico deste número, podemos citar alguns conjuntos de elementos que se relacionam aos nossos mistérios e à nossa tradição cultural e que se limitam a esta grandeza.  Sabemos que sete são ou foram: as colinas de Roma; as cores do arco-íris; os filhos espirituais de Brahma, na tradição hindu; os dias da semana e os que duram as fases da lua; os planos astrais da existência do homem no hinduísmo; os pães distribuídos pelos discípulos de Jesus; as cordas da lira de Orfeu; os deuses da sorte do folclore japonês; os punhados de terra de sete cores diferentes que criaram Adão; os pilares da sabedoria; os chakras energéticos do Yoga; as vacas ou espigas dos sonhos do faraó interpretados por José, no Egito; as maravilhas do mundo antigo; os filhos de Neobe; os reis que atacaram e os que defenderam Tebas; os braços do candelabro hebreu; os cruzamentos da serpente no caduceu originário; os sacramentos da Igreja Católica; os metais alquímicos; as hierarquias celestiais da Cabala; os palmos necessários para formar um côvado; os paraísos distintos do Islamismo; os corpos celestes visíveis a olho nu; os pórticos e portas do grande templo sumério, erigido em 2.500 a.C; os anjos celestiais , e mais uma infinidade de achados nos diversos campos do conhecimento que se associam a este fabuloso e perfeito número, que tanto fascina e intriga os místicos de todos os tempos.

 

3- Os Pecados Capitais

3.1-Vaidade

 Também conhecida como Soberba, é o mais terrível de todos os pecados. Para Tomás de Aquino deveria ser classificada como um mal a parte, tal seu caráter maléfico e perverso. É o estado de espírito em que a pessoa se considera superior aos outros, seja no aspecto estético, intelectual, social ou econômico. O infeliz tem uma imagem distorcida da realidade e do próprio ambiente em que vive. Neste delírio, exagera suas qualidades e minimiza suas limitações.O vaidoso tem sede de poder, de conquistar e de querer aparecer a todo custo, mesmo que tenha que sacrificar  todos os princípios éticos e morais.

Na Maçonaria este sentimento não se manifesta, porque a Humildade ,  virtude antagônica da vaidade, é característica intrínseca e indissolúvel da alma maçônica. Sabemos que  todos são rigorosamente iguais perante a Ordem. Mesmo que gualgue, com todos os méritos, os degraus da escada de Jacó e se cubra das mais fulgurantes glórias da vida profana o Obreiro nunca será dominado pelo ego inflado ou corrompido. Este se manterá ad aeternum no mesmo patamar em que se encontrava no inicio de sua jornada, como no dia de sua iniciação: na mais plena serenidade e equilíbrio.

O símbolo que representa a resistência absoluta a esta desgraça é o ocupante momentâneo do Trono de Salomão. O Irmão Venerável Mestre representa a exata perspectiva de nulidade total da Soberba ou Vaidade. O maestro dos trabalhos, que também administra a burocracia profana da Oficina, sabe e aceita o fato de estar no mesmo nível de qualquer Obreiro, mesmo o mais jovem Aprendiz.Por isso, toda vez que voltarmos nossos olhares a este querido Mestre, com tantas responsabilidades mas ciente da igualdade maçônica que o circunscreve, percebemos em cada gesto, em cada palavra, o exemplo máximo de ausência total de vaidade. É a emanação iluminada da Humildade, do verdadeiro despreendimento total de qualquer forma de Orgulho profano.

3.2- Inveja

A chamada  “arma dos incompetentes”, é o segundo pior drama da alma humana. O invejoso se compara desfavoravelmente a determinadas  pessoas ou com a uma em especial, quanto ao seu status, sua situação sócio-econômica, suas capacidades intelectuais, culturais ou qualquer outro atributo que julgue superior ao seu. Para destruir esta vantagem do próximo, o desolado passa a questionar os méritos do outro e a inflacionar seus defeitos.É um efeito direto das feridas narcísicas e do egocentrismo afetado. Existe uma impossibilidade de admirar as conquistas alheias, que geram uma lascerativa sensação de injustiça.  Quando relacionado apenas ao plano material, pode ser chamada de cobiça. Para muitos, a principal manifestação tangível deste inferno espiritual seria apenas o olhar carregado – como dizia Shakespeare em Otelo, o indivíduo “tem o olhar verde” de inveja.

O Obreiro da Arte Real está totalmente imunizado contra a Inveja. Pelo contrário, sempre deseja que o próximo se desenvolva e cresça em todos os aspectos da melhor forma possível. Não há espaço para este mal em nossas Colunas. Toda conquista ou vitória, seja na carreira maçônica ou  na vida profana, é comemorada efusivamente por todos da Oficina, e por toda universalidade de nossa Ordem. E, considerando que os Maçons são caridosos por vocação, e como a Caridade é o extremo oposto da Inveja, não é possível ocorrer ambas as manifestações em uma mesma pessoa.

O combate à Inveja é recordado, em Loja, pelos Irmãos mais novos ou por aqueles  que não têm cargos, pois permanecem nas Colunas apenas assistindo o desempenho daqueles que aceitaram as responsabilidades e atribuições das funções de maneira feliz, alegre e serena. Suas posturas tranqüilas  lembram que para nós, o que seria Inveja se transforma em votos de sucesso e prosperidade. Em uma sociedade profana isto não é possível. Em especial, o Aprendiz mais jovem personifica este ideal, e é o nosso baluarte na luta pela expulsão inquestionável da Inveja de nossa Fraternidade.

3.3-Ira

 É a manifestação dos traumas, frustrações e humilhações acumulados por toda vida  de forma primitiva, bruta e momentânea. As desilusões e incorfomidades  que fomentam os dramas de uma existência medíocre e frustrante, aos olhos do irado, se transformam em uma explosão repentina de emoções exageradas. Carregada de rancor, ódio e raiva, esta tensão  desemboca em atitudes agressivas. Reflete, no fundo, uma desadaptação ao mundo real, ou à própria persona – a verdadeira ausência do gnothi saulton dos gregos, que podemos traduzir como a falta de conhecimento de si mesmo. Sendo caracterizado pela total inexistência de serenidade, paciência e paz interior, este estado alterado transborda em um desejo agudo de destruir, irracionalmente.

Vemos pela descrição acima que os Irmãos jamais vão manifestar este nefasto desvio de conduta. É condição essencial que todos sejam absolutamente ponderados, tranqüilos e pacíficos em todos os momentos da vida, seja na convivência social ou fraterna, mesmo quando surgem as piores situações.

Os Irmãos Vigilantes representam o controle incansável da Ira, uma vez que além de serem os pilares-mestres da Oficina – juntamente com o Venerável Mestre – têm a função de manter a ordem e a tranqüilidade necessárias aos momentos de meditação, necessários aos nossos trabalhos. Sempre que um Vigilante reverbera o malhete, todos em Loja se lembram que a serenidade se impõe acima de qualquer sentimento, e que Ira é tema para o mundo profano.

 

3.4- Preguiça

Quarto e último pecado relativo à alma,  se caracteriza fundamentalmente pela procrastinação, ou seja, pelo adiamento voluntário de alguma ação que deveria ser feita imediatamente. Quando esta postura torna-se repetitiva, temos um quadro de aversão ao trabalho, ao esforço físico e/ou mental, bem como demonstra-se um profundo descaso com a eficiência pessoal e profissional, que impede a dinâmica normal da vida.

Geralmente o preguiçoso perde o senso de responsabilidade, levando a uma situação de desleixo, negligência e morosidade em todas as tarefas básicas que deveria desempenhar. Fica sem ação nos momentos decisivos, e geralmente atribuem a fatores externos a razão de sua incompetência. Associada ao ócio, vadiagem e “fragilidade de caráter” , pode estar acompanhada da Inveja e gerar momentos de Ira. Alguns pesquisadores atribuem a existência deste vício  à falta de resistência moral e psicológica para enfrentar as vicissitudes da vida, pois o preguiçoso típico não se constrange com a  situação de inanição em que se encontra.

A preguiça se manifesta também na falta de disposição para estudar, ler, aprender e assimilar novas idéias e conceitos. As desculpas “não preciso aprender mais nada” , ou o “já sei tudo” são lugar-comum na vida do infeliz. Estes sinais caracterizam o  comodismo mental, que traz muitos prejuízos às situações profissionais e acelera a perda de objetividade e sentido das vidas em geral.

É  o Mestre-de-Cerimônias que simboliza a imunidade contra a preguiça, pois suas atribuições demandam presteza, disposição, diligência, concisão e o máximo de objetividade em todas as tarefas. Quando observamos seu  ritmo de trabalho, notamos em cada procedimento um  lembrete para que todos permaneçam, diuturnamente, em Pé e a Ordem para o labor e o estudo maçônico, atitudes fundamentais para a adequada evolução pelos caminhos da perfeição.

 

3.5- Avareza.

 

É o primeiro dos chamados pecados do corpo. Sinônimo de apego exagerado ao dinheiro e, secundariamente,  aos bens materiais, é associado à ganância exacerbada por possuir e manter coisas pelo simples fato de ter. O dinheiro deixa de ser o meio para ser o fim: sua acumulação  torna-se o objetivo principal da vida, sacrificando-se assim  a satisfação de outras necessidades.O avaro precisa ter a noção de que pode, se quiser, comprar aquilo que as pessoas mais abastadas financeiramente conquistaram. Aqui percebemos algo de comum com a Inveja e Vaidade. E o pior de tudo: o avarento não valoriza qualidades ou elementos intangíveis, essenciais à vida saudável – como inteligência, cultura, arte, estética, amor, paz de espírito, etc – pois não podem ser convertidos em dinheiro.

O Maçom nunca é avarento, pois não se apega ao dinheiro e muito menos aos bens materiais. A Generosidade, o oposto da avareza, é um dos traços de personalidade mais marcante no Obreiro, e se manifesta na boa vontade quando vai contribuir no Tronco de Solidariedade, nas ações filantrópicas exercidas pelas Oficinas e no dia a dia de sua vida profana.

O Irmão Hospitaleiro é quem nos lembra que a Avareza é inexistente em Loja.  A meritória atuação deste Obreiro, que se preocupa com o bem estar dos Irmãos, das cunhadas, dos sobrinhos, e de todos que necessitam de ajuda, e que para isso  gerencia os recursos do Tronco,  já ratifica que  Avareza e Maçonaria são absolutamente excludentes.

3.6-Gula

Apesar de muitos considerarem este drama como  exclusivamente relacionado ao apetite desenfreado por comida, seu sentido vai muito além dos simples prazeres gastronômicos.  O desejo incontrolável por ter ou acumular  mais do que precisa, seja o que for, é o traço típico do guloso.  A Gula pelo  poder, por querer aparecer mais do que merece, pelo dinheiro e por se impor social e pessoalmente, são comuns nestes casos. Percebemos que o guloso sempre se vê como um fraco, ou como um derrotado e frustrado por não ter suas espectativas de vida satisfeitas. Então, quando algum fator lhe é disponibilizado, tende a exagerar na “ingestão”do mesmo, seja comida, bens de consumo ou algum instrumento ilusório de poder .

A Gula é banida de nossas Colunas, pois todos Maçons são comedidos nos momentos que poderiam cucumbir às tentações da vontade. A temperança, auto-controle, moderação e serenidade são atributos básicos dos Irmãos. Todos sabem a parte real que lhe cabe, e se limitam a isso, seja em termos de alimentos – nas ágapes fraternais, que transcorrem na mais absoluta paz, respeito e harmonia- ou nas questões de qualquer natureza que envolvam os assuntos da Ordem.

O Irmão Orador simboliza nossa eterna batalha e vitória contra este instinto, pois atua no sentido de que todos tenham exatamente o que lhes é devido. É a aplicação da justiça e dos regulamentos, que a todos trata da mesma forma, impossibilitando a manifestação deste intrigante vício entre Colunas.

4.7-Luxúria

É um transtorno que vai muito além das questões relativas à sexualidade. Significa se entregar aos pequenos prazeres “carnais” ou físicos, à corrupção dos costumes e à quebra das tradições. Quando a pessoa se deixa levar pelos instintos primários mais elementares, está cedendo aos caprichos da Luxúria.

Na Maçonaria a barreira à luxúria se manifesta, em termos de paramentos, no magnífico simbolismo do avental. Um dos significados desta peça de uso obrigatório está associado à neutralização dos Chakras ou centros de energia que por ele são cobertos. O avental é um talismã ou escudo contra as tentações mais primitivas, representadas pelos pontos que se localizam no baixo ventre. Como todos usam avental nas Sessões, estão livres destas fraquezas. Assim podem se dedicar apenas aos estudos e aprimoramentos intelectuais e morais essenciais ao processo de evolução.

O Irmão Guarda do Templo representa outro escudo contra as eventuais tentativas de penetração da Luxúria nos trabalhos da Ordem, pois impede a entrada de elementos profanos ao Templo. Em nossos trabalhos imperam os efluxos do mundo sagrado do subconsciente, da alma e espírito, e as pulsões do mundo profano, voltadas ao consciente, dentre os quais pode estar a manifestação dos desejos mais rudimentares, obrigatoriamente ficam do pórtico para fora. Cada vez que o guardião brande sua espada, os Irmãos se sentem seguros e absolutamente protegidos das agruras externas.

4- CONCLUSÃO

Após esta pequena reflexão, concluimos que:

4.1- Os  terríveis pecados capitais, aqui relembrados,  e o ideal maçônico, que é a essência de nosso universo simbólico, se relacionam através de uma simples equação excludente: o Obreiro da Arte Real deve se manter absolutamente inacessível a estas fraquezas Não há espaço, entre Colunas,  para comportamentos que sejam minimanente similares a estes vícios da alma .

4.2- Para reforçar este paradigma, garantindo a inviolabilidade de nossos espaços consagrados, a tradição simbólica dos tempos ancestrais nos apresenta alguns  poderosos Irmãos como seus bravos guardiões e eternos defensores do espírito fraternal contra estes e quaisquer outros desvios de conduta, que poderiam distorcer a retidão do caminho a seguir.Estas magníficas ferramentas simbólicas , aqui analisadas,  contribuem de maneira decisiva para a manutenção da postura maçônica da forma mais justa e perfeita, seja durante nossos trabalhos ritualísticos, seja quando estamos atuando em nossas vidas profanas. 

4.3- A teoria aqui proposta, que se traduz nesta maneira adicional de interpretar o sentido simbólico destas funções ou cargos em Loja, pode contribuir para que todos relembrem, a cada sessão ritualística, nosso dever sagrado de nos mantermos absolutamente concentrados na retidão do caminho a seguir.