DICAS DE PARIS E BRUXELAS

Seguem algumas breves dicas de Paris e Bruxelas,para quem vai à Cidade Luz  ou à capital dos chocolates pela 1ª vez.

PARIS

Introdução

Paris é a cidade mais charmosa do mundo. Você pode retornar várias vezes e ainda se surpreender com as marcantes opções de entretenimento, culturais e sociais que existem. Muita coisa ali é icônica para todos nós – são referências poderosas em termos do que “temos que conhecer” pelo menos uma vez na vida, quando assumimos o papel de turistas. Cada um seguirá seu próprio roteiro, desvendando os mistérios e maravilhas de acordo com suas preferências, mas existem pontos que são obrigatórios. Nesta análise bem light e despretensiosa abordaremos nossa perspectiva em relação a pequenos detalhes do dia a dia na cidade de Napoleão  – que podem fazer uma grande diferença no quesito paz & felicidade nos passeios-  e também falaremos sobre alguns roteiros que acreditamos serem imperdíveis . Boa viagem !

1-No avião

Se você não está acostumado a viagens mais longas (8h ou mais), preste atenção a algumas recomendações. Quanto ao assento, o ideal é no corredor. A movimentação é freqüente nestas jornadas, para ir ao WC, esticar as pernas, pegar sucos/petiscos a mais ( muitas empresas como KLM, Emirates, Etihad, Turkish, Air France, Lufthansa dentre outras  permitem que peguemos estes brindes ao longo da viagem; outras, como a TAP e Alitalia, são mais restritas). Eu gosto de me mexer pelo avião, inclusive você pode socializar com um ou outro passageiro se estiver viajando sozinho, como fiz muitas vezes. Bom também sentar nas filas da frente – o avião chacoalha menos ali. No fundo alguns podem sentir leves enjôos (por isso que a Executiva fica no bico, claro). Outro cuidado é com bebidas alcoólicas: devido à pressurização o efeito etílico pode ser mais forte. Quando faltar uma hora para pousar é bom ir ao WC , pois na hora que para o avião muita gente lembra desse detalhe e os banheiros lotam. Ou você terá que procurar urgente um WC no aeroporto, fato que deve ser evitado se possível.

2-No aeroporto

Todas as vezes que fui à Paris sempre desci no Charles de Gaulle. É um aeroporto grande, comparado aos padrões brasileiros. Mas é muito bem sinalizado. Após o desembaraço no Serviço de Passaporte ( lembre de falar o mínimo possível e demonstre muita calma e tranqüilidade nesta hora, ainda mais agora em tempos de ataques, etc) e de pegar as malas, o passo  seguinte é ir para a cidade. O aeroporto fica a meia hora de Paris, mais ou menos. A opção que acho a melhor é o trem/metrô, chamado de RER. Não é caro, por volta de 10,00E. E você desce em alguma estação , tipo Gare Du Nord, onde já fará conexão no sistema de Metrô. Quando é possível e prático pegar ônibus eu até prefiro este meio, conforme a cidade – pois já vamos conhecendo um pouco do ambiente urbano, etc. Porém, no caso de Paris acho o RER a melhor escolha

3-O Metrô

O “Metropolitain” é um sistema  completo e eficiente, apesar de meio antigo e de aparentar certa feiúra e sujeira. A cada 500 m aproximadamente há uma estação de parada, portanto podemos conhecer todos os pontos da cidade de Metrô. É a opção mais rápida e barata. Em alguns momentos há rush, e os vagões podem lotar. Cuidado com carteiras e bolsas. Sempre pode ter um “mão leve”. A segurança é quase perfeita no geral, em comparação com Brasil, mas todo cuidado é bom quanto a estes pequenos delitos. Não se assuste com a quantidade de imigrantes da África e de outras ex-colônias francesas. Muitos chegam e te oferecem algo, é só dizer “no, no” e tudo vai bem. Não são muito insistentes nem mal educados. Existe sempre a opção de taxi ou ônibus. Uma situação estranha é quando uma pessoa, às vezes um deficiente, pede para você assinar um abaixo-assinado de qualquer coisa. Saia fora. Se você assinar ele vai te cobrar 2 ou 5 euros e vai pegar no seu pé.  .

4-No Hotel

Alguns hotéis estão realizando revistas nas malas e nas pessoas, com detector de metais e abertura dos volumes. Não estranhe. São tempos de ” guerra ao terror”. Geralmente as inspeções são mais protocolares, tipo abre um pouco a mala e está ok. Lembre que no exterior os funcionários têm uma postura bem diferente, comparando ao que ocorre no Brasil, em relação aos clientes: são menos subservientes ou “humildes”, digamos. Em outras palavras: não tente dar uma de importante ou não menospreze um serviçal porque você pode se dar muito mal. Pergunte e confirme seus direitos durante a estadia, para não ter surpresas no check-out.

5- Nos restaurantes

Seguindo a mesma linha sobre os auxiliares nos hotéis, os garçons franceses são famosos pela aparente  arrogância e “poder-de-mando” que detém em seus estabelecimentos. Olha a dica: toda vez que chegar em um café-bistrô-restaurante espere o garçom ou recepcionista vir te receber. Nunca vá sentando em uma mesa. Ele vai te levar no local certo onde você se acomodará. Se preferir trocar pode perguntar educadamente mas não insista. Deixe-se conduzir por eles, trate-os bem e a recíproca será verdadeira. Não tente converter os valores em reais – isso pode desanimar. E é bom tirar fotos do cardápio, para ver depois os preços e para lembrar de cada parada (a gente acaba esquecendo os nomes, etc).

6- Passeios

Paris é dividida em quarteirões, os “quartiers”. A cidade é plana e favorece passeios a pé. São muito agradáveis e os cenários são belíssimos, verdadeiras referências em todos os sentidos. Eu gosto muito de andar às margens do Sena, pela Champs Élyseés, por MontMartre e por tantos outros caminhos que nos submetem a mais original atmosfera parisiense, que tanto apreciamos.

6.1-Torre Eiffel

Reserve pelo menos meio dia para conhecer a TE e arredores. Desça na estação Trocadero (não pare na estação Torre Eiffel) e já terá uma vista deslumbrante da “dama de ferro”. Note que haverá montes de imigrantes por ali, oferecendo souvernirs, estatuetas, etc. Não são perigosos, mas é melhor não dar muita trela. Se for comprar algo, é bom pechinchar um pouco – na rua, claro, porque nas lojas isso não é adequado e não funciona.  Da Trocadero você atravessa o  “Palais de Chaillot”, o jardim de Trocadero, atravessa a ponte d´léna e chega na Torre. Dá prá fotografar e filmar bastante nestes pontos.  Sob a torre, bem no centro, olhe para cima – uma vista espetacular da estrutura. Recomendo que subam até o topo. Os tickets são vendidos até o 2º andar ou até o 3º . Compre para o mais alto, vale a pena! Pare no 2º e depois suba. Lá em cima tome uma taça (de plástico, enfim…) de champagne e brinde a vista! O preço é meio salgado mas compensa. Os restaurantes  Altitude 95 e Jules Verne valem uma parada, se for o caso – ficam no 1 e 2º andares. Tente uma mesa perto das janelas. No elevador, que é panorâmico ( de vidro) fique próximo às paredes, pois a emoção é maior. E como geralmente está lotado o elevador, cuidado com carteiras. Por fim, se a programação permitir, agendem esta visita ao momento do o pôr-do-Sol. A visão é inesquecível! Observamos o Sol se esvaindo tendo o Sena e a cidade ao fundo! Descendo da Torre, já com a noite dominando, curta  o show de luzes que destacam a imensa estrutura em um mosaico de brilhos, cores e raios. Não tem como perder este espetáculo!

6.2- Les Invalides

Após a Torre siga em frente, atravesse o Parc du Champ de Mars e chegue até a École Militaire – neste trajeto as fotos da torre ficam magníficas. Passe pela École , virando à esquerda chegará ao Les Invalides. Aqui vale uma olhada. Um antigo hospital criado por Napoleão para traumatizados de guerra e agora um museu de grande interesse para quem aprecia a arte da guerra e os valores militares. Dá para ir no mesmo dia da Torre, conforme o horário que começou o passeio do dia.

6.3-Ile de la cité e Notre Dame

O tour pela Île de la Cité, onde fica a Igreja de Notre Dame, merece meio dia ou mesmo um dia inteiro. A visita à Notre Dame é imperdível. Ali perto há a livraria Shakespeare & Co, que também tem que ser conhecida (tem fila para entrar). Sempre está ocorrendo work-shops no andar de cima – se der para acompanhar pelo menos parte de um desses, será um  evento interessante aos fãs de literatura (eu fui e gostei muito, servem chás, e o clima é hiper-parisiense, lembrando as palestras de Deleuze e Sartre na Sorbone, etc  e tal ). Perto dali tem a igreja Saint Chapelle, lindíssima, com vitrais estonteantes. Tome um café ali perto, observando o povo zanzando e a silhueta da Notre Dame (veja o vídeo Paris Eternelle).

6.4-Museu do Louvre

Pode agendar um dia inteiro (se apreciar museus) ou ao menos meio dia para esta visita. A ala da Monalisa é tumultuada: sempre tem muvuca e povão em volta. Às vezes temos que ter paciência e esperar a vez de ficar mais pertinho da musa. Claro que vale a pena a espera. Fiz muitos selfies ali. O duro é que se demoramos começam a “apupar” um pouco, para sairmos da frente. Fora a Monalisa, não deixe de ver: a “Vênus de Milo”, do Leonardo da Vinci “A Virgem das Rochas” e “São João Batista”, a exuberante e simbólica “ A Liberdade guiando o povo” de Delacroix, “As Bodas de Canaã” de Veronese, “ A Balsa da Medusa” de Gericault, “Psique revivida por Eros” de Canova, “ A consagração de Napoleão” de David, e tantas outras obras emblemáticas, que valem alguns momentos de contemplação.

6.5-Cemitérios e catacumbas

Eu gosto de visitar cemitérios e outros bichos na cidades que visito. Em Paris imperdíveis são o Pére-Lachaise ( onde estão Jim Morrison, Balzac, Wilde, Chopin, Rossini, Delacroix, Kardec, o monumento aos mortos do võo 447 da Air France em 2009, etc), o Montparnasse ( visitei Sartre e Simone, e Baudelaire) e as Catacumbas. Para ir nesta última não pode ser claustrofóbico – e na saída tem um mercado Dia, bom para comprar um suco de laranja após as longas caminhadas sob a terra.

6.6- Arco do Triunfo, Champs Élyseé e Triângulo de Ouro

A região da Champs Élyseé é belíssima. Agrega várias lojas de grifes , excelentes cafés e ícones da cidade, como o Grand Palais, o Champs d´Élysée e tem o lindo Jardin des Tuilerries, que valem uma olhada. Na Champs tem um cabaret famoso, o Lido. Recomendo a visita. É bem mais chique que o Moulin Rouge, e um pouco mais caro. Existe a possibilidade de dividir a mesa com estranhos, aliás, este é um costume dos franceses e até dos europeus  – de repente você pode estar em uma mesa, até mesmo em casal, e um cidadão vem e senta junto sem falar nada ou quase nada. E tenhamos paciência, não adianta reclamar

6.7- Montmartre e Sacre Coeur

A Igreja estupenda de Sacre Coeur não pode deixar de ser visitada. Desça na estação Anvers, e suba até a Igreja. Cuidado com imigrantes que aparecem colocando pulseirinhas no pulso dos turistas. Eles fazem isso meio no tumulto e depois cobram 5 ou 10 euros. Uma boa dica é subir as escadarias da Igreja pelas laterais. Depois da Sacre Coeur, há a igreja de St Pierre, uma vinícola, o museu de montmartre ( eu não conheci), e muito legal é a casa onde morou Van Gogh. Depois você pode esticar até o Moulin Rouge, e até ver um espetáculo (lembre das mesas comunitárias). Vale a pena, são bem melhores do que o que trazem ao Brasil de vez em quando. Edith Piaf cantou ali nos anos 1950. MontMartre é repleto de bistrôs e barzinhos. É o bairro mais emblemático em termos de bohemia de Paris. Muitos artistas marcaram época por lá, como Lautrec, Van Gogh, Renoir, Picasso, Hemingway (sou fã dele), Degas, Modigliani e inúmeros outros. Nunca me hospedei nesta parada, mas se for possível ficarei ali em uma visita futura. O ar de alegria e da mais legítima nightlife parisiense está por ali.

6.8- Galerias Lafayette

Compras em Paris é item forte. Mas os preços podem assustar os intrépidos conquistadores vindos do 3º mundo. Um casaquinho meio básico sai por uns 700E. Então o negócio é conhecer, visitar, tomar um café e desistir de qualquer aquisição por ali – mas vale a ida porque é um símbolo do consumismo francês e da Europa.

6.9- Saint Germain de Prés

Aqui estamos no famoso Quartier Latin de Paris. Tem esse nome devido à língua latina, que era o vernáculo do meio universitário na época áurea do bairro. É a vila mais intelectual e marcada pelos grandes nomes da literatura, artes e filosofia da cidade. Tem uma grande variedade de restaurantes, bistrôs e cafés que valem a pena conhecer. As casas de Hemingway e de Fitzgerald ficam por ali.  Há também nas redondezas os Jardins de Luxemburgo e  a Igreja de St Sulpice, do “Código Da Vinci” – também deve ser visitada, se houver tempo. Recomendamos passeios de dia e de noite em St Germain, fazendo algumas refeições e acompanhando o ritmo legitimamente parisiense do bairro (veja o vídeo Paris Eternelle, cafés & Bistrôs)

6.10- Passeio pelo Rio Sena

Um programa bem típico – sem ser banal – é fazer um mini-cruise pelo Rio Sena. O Sena é um dos mais marcantes cartões-postais da cidade. Recomendo fazer o passeio de dia e de noite, com jantar incluso no pacote. No Sena, ao lado da Torre Eiffel, há um atracadouro e guichê de venda de tickets – existem outros ao longo do rio.

6.11- Outras passagens interessantes

Muito bom conhecer o centro Georges Pompidou, os Jardins e o Palácio de Luxemburgo, a Ópera de Paris (belíssimo prédio), o Panteão, a fachada da Sorbonne, e tantos outros.

6.12 _ Melhor Hotel em Paris: para mim o “the best” é o Napoleón. É um hotel que transpira a mais típica atmosfera parisiense. Instalado em um palacete antigo, ao lado da Champs Élyseés, o antigo Napoleon traz a nós, em cada detalhe, um pouco da emoção e da catarse que é vivenciar uma jornada legítima à cidade mais bela do mundo (em breve postaremos um video com registros de nossa última passagem no hotel)

BRUXELAS

7.1 Trem

De Paris o caminho mais tranquilo para Bruxelas é pelo TGV Thalys, o trem de alta velocidade francês. A viagem é muito rápida, segura e interessante. Quando viajei a Bruxelas fui de Londres, pelo Eurostar – o trem que atravessa o Canal da Mancha pelo fundo (infelizmente a gente não percebe nem enxerga nada, apenas a escuridão de um longo túnel). Em Paris tomei o TGV em outra ocasião para Amsterdam. De qualquer modo andar de trem na Europa já é uma emblemática experiência. A organização, a pontualidade, a eficiência , a limpeza e tudo mais causam em nós uma certa perplexidade , pois no Brasil ,infelizmente, o transporte ferroviário que era muito bom está plenamente sucateado.

7.2- A Grand Place

A Grand Place é o centro de Bruxelas. Se possível, fique em um hotel por perto. Vá a pé todo dia até esta praça, que é bem típica das antigas cidades européias. Ela surgiu por volta do século X ou XI. Há restaurantes, bares e pubs aos montes. A dica principal é que todo dia por volta de 23h há um show de luzes e músicas, muito bonito e envolvente. Eles projetam mosaicos e figuras luminosas nas fachadas de alguns prédios por alguns minutos. Na minha 1a noite eu não sabia deste espetáculo e estava ali em um pub, meio por acaso. De repente a apresentação começou e fiquei muito feliz! Na noite posterior retornei ali, peguei uma mesa mais adequada à vista e pude curtir todo o show com uma ótima vista e com tranquilidade. Não perca.

7.3- A Aranha

Visite e suba no famoso Atomium, também conhecido como a  ” Aranha” de Bruxelas. E tire várias fotos, faça uns vídeos, etc. Esta estrutura é muito famosa e é um cartão postal da cidade. A bicha é grande, vista de perto.  São nove esferas grandes, simulando uma molécula, construída para uma exposição em 1958.

7.4- Basílica do Sagrado Coração

Se for uma pessoa religiosa cristã, vá até esta Igreja. Vale muito a visita.

7.5- Antuérpia

Fiz um passeio de um dia à Antuérpia. Fui de Trem comum. É mais uma típica cidade medieval ( a mais bonita na opinião geral é Bruges, que eu não conheci). Antuérpia é a capital mundial dos diamantes. Como bom apreciador destas jóias e de outra gemas, não podia deixar de conhecê-la. Assim como na Suíça a gente vê lojas de relógios aos montes, em Antuérpia o mesmo ocorre em relação a joalherias.  Passe o dia lá, almoce, zanze a pé pelo centro antigo, e depois retorne à Bruxelas.

7.6- Guloseimas belgas

A Bélgica é famosa pelas cervejas, pelos chocolates e pelos waffles. Não faltam opções pela cidade. Há muitas cervejarias e casas de chocolates por todo lado. Uma boa dica é comprar pequenas barrinhas a granel ou embaladas para levar de presente aos amigos. Qualquer chocolate belga é excelente ! Dizem que não colocam parafina como fazem no Brasil e em outros países de clima quente. Se você tiver um fraco por waffles e chocolates, cuidado pois vai ganhar um peso extra se bobear.

7.7- Sede da União européia

A sede do Parlamento Europeu e da União Européia ficam em Bruxelas. Fui lá, tentei entrar no prédio principal mas não foi possível. Entrei em no Tribunal de Justiça da União Européia- a entrada ali é liberada –  onde haviam julgamentos em andamento, e assisti alguns momentos. Creio que estando em Bruxelas devemos passar por esta região, notadamente quem aprecia os assuntos estratégicos relativos à geopolítica.

7.8 – Melhor Hotel em minha opinião

O Hotel Metrópole é o mais famoso e a melhor opção em Bruxelas. Em um palacete muito antigo, nos apresenta o clima mais típico da Europa clássica que tanto apreciamos. recomendo a todos este magnífico hotel – em breve farei um vídeo sobre nossa estadia lá.

http://www.metropolehotel.com/

Um grande abraço, ótima viagem a todos e viva PARIS e Bruxelas!

vídeos de Paris