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Da Série : “Lendas da Antiguidade”

Dissertação Nº 34: “Que vindes fazer aqui?”

Por que alguns (poucos)  indivíduos, em um certo momento da vida, decidem sinceramente fazer parte de determinados grupos de estudos que tem suas estruturas doutrinárias, ideológicas e litúrgicas calcadas em tradições iniciáticas antigas? Em muitas cerimônias iniciáticas é comum perguntar aos candidatos o que eles realmente esperam que ocorra, em termos teóricos e práticos,  após seu ingresso na ordem. Será que suas vidas irão mudar? Será que alguma forma nova e deslumbrante de espiritualidade vai inundar suas almas carentes? Participar de um grupo esotérico qualquer é a mesma coisa que participar de um grupo religioso qualquer? Pensa o candidato: “será isso uma espécie de igreja, ou será um grupo de amigos que fazem uma ou outra ação filantrópica?”.  A resposta a esta sutil questão mostra, de maneira clara e objetiva, se o candidato vai absorver o simbolismo específico da entidade de forma justa e perfeita, sem distorções ou inconformidades de qualquer natureza. Se esta incorporação transcendente dos valores iniciáticos ocorrer o neófito terá uma carreira profícua e longa. Se esta incorporação fracassar, o neófito pode até galgar os mais altos degraus da escada do conhecimento teórico da instituição e pode até chegar a presidir o grupo, mas continuará vivendo nas trevas, estrebuchando pelos labirintos dos complexos signos ancestrais envolto na mais absoluta ignorância  – nada, absolutamente nada saberá em relação ao que realmente é a essência do esoterismo ali reinante. Melhor se tivesse desistido logo nos primeiros dias ou meses após sua solenidade de iniciação. Em breve postaremos o artigo completo que versa exatamente sobre este tema que é deveras relevante a todos que se interessam pelos mistérios de pertencer, na totalidade e em plena comunhão, a uma corporação de ofício iniciática que tem seus moldes forjados em tempos imemoriais.